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UMA PEQUENA BIOGRAFIA

No dia 01 de maio de 1930, a pequena cidade de Cândido Mota – SP recebe em seus braços aquele que seria o primogênito do casal José Sebastião da Rosa e Mercedes Batista de Godoi da Rosa – depois dele vieram mais 13 filhos. Ainda menino a família muda-se para a Vila Adileta, na cidade de Assis – SP.
Desde muito cedo demonstrou ser curioso em aprender coisas interessantes e se inteirar das informações ao seu redor segundo as “façanhas” narradas por ele próprio. Aprendeu as primeiras letras com sua mãe, e depois disso, esperto como ele só, foi buscar novos horizontes como exímio autodidata.
Ficou famoso na região por jogar muito bem o futebol, esporte que amava, chegando a jogar como amador na saudosa Associação Atlética Ferroviária e Nova América, entre outros times da região.
Como cidadão e amante da Pátria, foi servir o exército por dois anos no estado do Mato Grosso. Lá se destacou, segundo seus relatos e de amigos, como jogador de futebol e por isso obtinha algumas regalias e vantagens.
Retornando, foi trabalhar em fazendas da região e nessas andanças conheceu e se encantou por Antônia Bolzan, uma italianinha de lindos olhos verdes, com quem se casou e viveu toda a sua vida, tendo com ela sete filhos: Altair, Adnir, Haidê, Vicentina, Sandra, Rita e João Francisco (in memorian).
Voltando para Assis no ano de 1969, já com a família formada, começou a trabalhar como funcionário púbico na Prefeitura Municipal exercendo a função de coletor de lixo. Este período foi riquíssimo em conhecimento, pois conheceu a cidade inteira e carismático como era, fez inúmeras amizades. Pode-se afirmar que foi um dos primeiros a reciclar materiais, trazia para casa objetos encontrados na coleta e transformava-os, podendo ser posteriormente reaproveitados, livros, vidros, plásticos, entre outras coisas.
Ah, é importante mencionar que como primogênito e cuidador, intermediou para seus irmãos, cunhados e amigos vagas de emprego na mesma empresa que ele. Dando assim oportunidade para todos terem empregos fixos e carteira assinada, o que era difícil naquele tempo.
Foi nesta época também que voltou a estudar, fazendo o antigo MOBRAL, terminando o curso primário. Engajado na política nacional e regional, chamou a atenção na escola em certas redações que produzia, sendo “censurado” muitas vezes por expor suas idéias, pois era o período da Ditadura Militar.
Vale lembrar que o Sr. “Merquidinho” como era popularmente conhecido defendia seus ideais políticos, comprando briga com muita gente por se declarar fanático pelo Partido MDB onde a oposição na época era ARENA. Por este motivo, foi várias vezes prejudicado, incompreendido... mas seu carisma fazia com que fosse admirado por alguns, tanto da Esquerda como da Direita.Outro fanatismo era seu time de coração o Corinthians, defendia o “Timão” com argumentos de quem sempre soube muito, e sabia mesmo, títulos, datas, nomes...
Culturalmente sabia a arte de tocar violão como ninguém, aprendeu sozinho, seu divertimento era tocar viola, cantar música de raiz com seus amigos e família, tomar sua cachaça e beber sua cerveja, excelente contador de “causos”, além ainda de assar uma costela de dar água na boca.
Em 1973 foi convidado pela Prefeitura a trabalhar e morar em uma espécie de chácara, antiga “Horta” do município, adquirindo conhecimentos desta vez com horticultura e piscicultura, permanecendo aí até meados de 1978.
Voltou para cidade em 1979 sempre como funcionário da Prefeitura, morando dois anos ali. Em 1980 é convidado novamente pela Prefeitura para ser encarregado a cuidar do Centro Social Urbano, local fora da cidade, exercendo e aprendendo funções de atendimento ao público. Permaneceu nesta função até 1983.
Porém, no ano de 1984 mudou-se para o C.A.M.A, (Clube Atlético Municipal de Assis), no qual na década de 70 foi técnico do time. Este clube está localizado entre Assis e Cândido Mota, é local destinado ao lazer dos funcionários da Prefeitura, exercendo a função de administrador até o ano de 1992.
Finalmente em 1993 retorna para a cidade com um sonho realizado: a aquisição da casa própria, que a duras penas, junto com seus filhos conseguiu construir. Sendo um dos primeiros moradores do então recente Bairro San Fernando do Valley, hoje totalmente habitado.
Ainda como funcionário da Prefeitura assumiu o cargo de Encarregado de Turma, trabalhando com homens e plantas, ou seja, orientando seus funcionários a arborizar e florir as diversas ruas da cidade de Assis. E hoje pode-se ainda presenciar nas várias ruas e praças os jardins cultivados e árvores plantadas por aquelas tão sábias mãos.
Em maio de 1997 se aposentou, mas continuou na ativa, cuidando como voluntário de jardins da cidade e confeccionando obras de arte em madeira de demolição, acho que foi o pioneiro nisso também, e nas horas vagas, ajudando a cuidar de netos.
Presenciou fatos importantes da história do Brasil e do mundo, guerras, atentados, Ditaduras, Impeachment, vitórias, perdas... Exemplo de cidadão no bairro onde morou (Rua José Sebastião da Rosa), admirado por amigos, respeitado por filhos, netos e bisnetos. Um guerreiro, vencedor de muitas lutas e desafios.
Faleceu no dia 14 de novembro de 2014 em consequência de uma apendicite, essa luta ele infelizmente foi tragado pela derrota. Mas enfim, combateu o bom combate.
Texto elaborado por
Haidê Augusta da Rosa

 

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FERNANDO HENRIQUE DA ROSA

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UMA PEQUENA BIOGRAFIA

No dia 01 de maio de 1930, a pequena cidade de Cândido Mota – SP recebe em seus braços aquele que seria o primogênito do casal José Sebastião da Rosa e Mercedes Batista de Godoi da Rosa – depois dele vieram mais 13 filhos. Ainda menino a família muda-se para a Vila Adileta, na cidade de Assis – SP.
Desde muito cedo demonstrou ser curioso em aprender coisas interessantes e se inteirar das informações ao seu redor segundo as “façanhas” narradas por ele próprio. Aprendeu as primeiras letras com sua mãe, e depois disso, esperto como ele só, foi buscar novos horizontes como exímio autodidata.
Ficou famoso na região por jogar muito bem o futebol, esporte que amava, chegando a jogar como amador na saudosa Associação Atlética Ferroviária e Nova América, entre outros times da região.
Como cidadão e amante da Pátria, foi servir o exército por dois anos no estado do Mato Grosso. Lá se destacou, segundo seus relatos e de amigos, como jogador de futebol e por isso obtinha algumas regalias e vantagens.
Retornando, foi trabalhar em fazendas da região e nessas andanças conheceu e se encantou por Antônia Bolzan, uma italianinha de lindos olhos verdes, com quem se casou e viveu toda a sua vida, tendo com ela sete filhos: Altair, Adnir, Haidê, Vicentina, Sandra, Rita e João Francisco (in memorian).
Voltando para Assis no ano de 1969, já com a família formada, começou a trabalhar como funcionário púbico na Prefeitura Municipal exercendo a função de coletor de lixo. Este período foi riquíssimo em conhecimento, pois conheceu a cidade inteira e carismático como era, fez inúmeras amizades. Pode-se afirmar que foi um dos primeiros a reciclar materiais, trazia para casa objetos encontrados na coleta e transformava-os, podendo ser posteriormente reaproveitados, livros, vidros, plásticos, entre outras coisas.
Ah, é importante mencionar que como primogênito e cuidador, intermediou para seus irmãos, cunhados e amigos vagas de emprego na mesma empresa que ele. Dando assim oportunidade para todos terem empregos fixos e carteira assinada, o que era difícil naquele tempo.
Foi nesta época também que voltou a estudar, fazendo o antigo MOBRAL, terminando o curso primário. Engajado na política nacional e regional, chamou a atenção na escola em certas redações que produzia, sendo “censurado” muitas vezes por expor suas idéias, pois era o período da Ditadura Militar.
Vale lembrar que o Sr. “Merquidinho” como era popularmente conhecido defendia seus ideais políticos, comprando briga com muita gente por se declarar fanático pelo Partido MDB onde a oposição na época era ARENA. Por este motivo, foi várias vezes prejudicado, incompreendido... mas seu carisma fazia com que fosse admirado por alguns, tanto da Esquerda como da Direita.Outro fanatismo era seu time de coração o Corinthians, defendia o “Timão” com argumentos de quem sempre soube muito, e sabia mesmo, títulos, datas, nomes...
Culturalmente sabia a arte de tocar violão como ninguém, aprendeu sozinho, seu divertimento era tocar viola, cantar música de raiz com seus amigos e família, tomar sua cachaça e beber sua cerveja, excelente contador de “causos”, além ainda de assar uma costela de dar água na boca.
Em 1973 foi convidado pela Prefeitura a trabalhar e morar em uma espécie de chácara, antiga “Horta” do município, adquirindo conhecimentos desta vez com horticultura e piscicultura, permanecendo aí até meados de 1978.
Voltou para cidade em 1979 sempre como funcionário da Prefeitura, morando dois anos ali. Em 1980 é convidado novamente pela Prefeitura para ser encarregado a cuidar do Centro Social Urbano, local fora da cidade, exercendo e aprendendo funções de atendimento ao público. Permaneceu nesta função até 1983.
Porém, no ano de 1984 mudou-se para o C.A.M.A, (Clube Atlético Municipal de Assis), no qual na década de 70 foi técnico do time. Este clube está localizado entre Assis e Cândido Mota, é local destinado ao lazer dos funcionários da Prefeitura, exercendo a função de administrador até o ano de 1992.
Finalmente em 1993 retorna para a cidade com um sonho realizado: a aquisição da casa própria, que a duras penas, junto com seus filhos conseguiu construir. Sendo um dos primeiros moradores do então recente Bairro San Fernando do Valley, hoje totalmente habitado.
Ainda como funcionário da Prefeitura assumiu o cargo de Encarregado de Turma, trabalhando com homens e plantas, ou seja, orientando seus funcionários a arborizar e florir as diversas ruas da cidade de Assis. E hoje pode-se ainda presenciar nas várias ruas e praças os jardins cultivados e árvores plantadas por aquelas tão sábias mãos.
Em maio de 1997 se aposentou, mas continuou na ativa, cuidando como voluntário de jardins da cidade e confeccionando obras de arte em madeira de demolição, acho que foi o pioneiro nisso também, e nas horas vagas, ajudando a cuidar de netos.
Presenciou fatos importantes da história do Brasil e do mundo, guerras, atentados, Ditaduras, Impeachment, vitórias, perdas... Exemplo de cidadão no bairro onde morou (Rua José Sebastião da Rosa), admirado por amigos, respeitado por filhos, netos e bisnetos. Um guerreiro, vencedor de muitas lutas e desafios.
Faleceu no dia 14 de novembro de 2014 em consequência de uma apendicite, essa luta ele infelizmente foi tragado pela derrota. Mas enfim, combateu o bom combate.
Texto elaborado por
Haidê Augusta da Rosa

 

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